Natureza em estado puro (ou quase)

Na Fajã de Santo Cristo na Ilha de São Jorge, encontrei uma ligação com a natureza com um grau que nunca tinha experienciado anteriormente. O mar é extenso e solitário oscilando perpetuamente, as montanhas solitárias mergulham no espelho ondulado como dedos de pedra e misturam-se com as neblinas e névoas compondo um cenário de verdadeira magia.

  • Na madrugada, o Sol ergue-se lutando contra as negras nuvens que o esmagam e assolam o arquipélago.
  • A montanha solitária repousa num lençol de neblinas, onde as nuvens reflectem os tons cálidos e tépidos do amanhecer num verdadeiro éter róseo que preenche toda a paisagem.
  • Os seixos negros prolongam-se pela praia compondo uma verdadeira orquestra firmemente dirigida pela batuta do mar, compondo uma sinfonia entrelaçada pelo seu movimento em que as persistentes ondas os acompanham.
  • Triunfante, o Sol ilumina a paisagem expulsando as últimas neblinas e definindo os contornos da montanha e da praia.
  • Numa vereda ao longo da montanha, somos por fim brindados pelo Sol em todo o seu esplendor. A vegetação exuberante e viçosa vaidosamente se exibe por toda a face montanhosa.
  • Um simpático burrinho anseia pela atenção daqueles que passam. A expressão dele é absolutamente fabulosa e enternecedora e parece que a qualquer momento nos vai de facto dizer qualquer coisa. Uma verdadeira fábula.