Esculturas, jardins, ski, chuva e vida nocturna...

Vibrante, movimentada, cosmopolita, louca mas também campestre, calma e simples... Oslo é uma cidade contraditória que combina os valores tradicionais escandinavos associados à natureza, aos desportos de ar livre, à simplicidade e ao sossego com o entusiasmo febril da nova geração, que festeja numa embriaguez social, a escalada de sucesso da Noruega no século XX.

  • Sob a ameaça de chuva, corri literalmente pelos jardins do escultor Vigen. As estátuas de Vigen são incrivelmente expressivas e parecem fragmentos de movimento, verdadeiras fotografias de pedra e bronze.
  • Um dos principais ornamentos do jardim. Uma fonte rodeada por árvores de bronze onde conseguimos distinguir figuras humanas. Uma descrição metafórica das etapas da vida desde o nascimento até à morte.
  • O fálico ornamento central que domina todo o jardim. Nele podemos distinguir um entrelaçado de homens e mulheres nas mais variadas posições. O entrelaçado da vida como jóia da coroa deste jardim.
  • Em torno do ceptro, são visíveis pares isolados nas mais variadas posições. Vigen usa exclusivamente o nú neste jardim e penso que na maioria da sua obra se não mesmo em toda.
  • Geometricamente perfeito, a simetria do cenário é escrupolosa. O projecto do jardim, foi também da concepção de Vigen. Em cada detalhe parece existir um simbolismo próprio mas eis que tudo se combina como um glorioso hino à vida humana.
  • A cidade é dominada pelo complexo de ski, parecendo este ser um dos seus pontos mais altos. Um desporto estranho para os povos do sul.
  • Aqui está a rampa propriamente dita. Dezenas de metros de construção em altura para obter uns escassos segundos de adrenalina.
  • Uma panorâmica geral do complexo de ski revela a sua simetria onde apanhei uma valente chuvada (mas felizmente levei a minha capa comigo).
  • O monótono edifício da Câmara Municipal onde é entregue o Prémio Nobel da Paz, muito a lembrar Copenhagen apesar das influências claramente modernistas.
  • A rua mais vibrante de Oslo. A noite é muito animada e vê-se literalmente de tudo. Uma cidade surpreendentemente cosmopolita e nocturna. Nesta foto pode ver-se o cenário de um pequeno grande concerto de rua.
  • Tal como em Bergen, a noite insiste em não chegar e os dias prolongam-se. É impossível não reparar na luz existente em todos os edifícios que certamente existe para combater a longa noite que é o Inverno Escandinavo.
  • Velhas glórias do parque automóvel norte-americano cuidadosamente restauradas percorrem as ruas queimando o combustível barato nestas paragens. Petróleo é como tudo na vida, ou se tem ou não se tem.