À porta dos fjords

À medida que nos aproximamos do labirinto de  água, montanhas e vales a que resolveram chamar fjords, somos brindados com uma diversidade de pequenas maravilhas da natureza, que compõem o idílico cenário das terras nórdicas.

  • Modestas colinas emergem dos vastos lagos, imperturbáveis pela endiabrada luta dos caminhos de terra e pedra com a vegetação circundante.
  • As vastas estepes cobrem o topo das montanhas onde pretensiosos montículos de seixos testemunham presença humana anterior. No horizonte, os gelos eternos relembram os rigores do Inverno com que disciplinam estas terras ermas.
  • Preenchidas por cintilantes veios de água límpida, cicatrizes metamórficas compõem espelhos negros obsidianos que refelectem a luz quente do meio dia.
  • Uma garganta profunda de rocha e musgo ruge esurdecedoramente através das entranhas do vale, sendo apenas contrariada pela leveza e efemeridade de um arco-íris.
  • E depois de passos destemidos, a revelação: águas furiosas colidem contra as rochas numa ressureição explosiva de luz e cor. Não aconselhado a quem tenha vertigens apesar da altura não ser evidente nas fotografias.
  • Modestos cursos de água percorrem as destemidas encostas de rocha. Para onde quer que olhemos parece que estamos sempre a encontrar este curso de água. Existem por todos os cantos e recantos.
  • No horizonte conseguimos já ver uma das entradas do labirinto de montanhas e água que compõe os fjords. A presença das montanhas baralha os nossos sentidos num crepúsculo prematuro.
  • O que são os fjords? Uma imagem vale mais que mil palavras. As negras montanhas contrastam sobre a superfície cintilante das águas, única testemunha do Sol nestas paragens.